Vênus e Júpiter: Conjunção planetária é destaque no céu noturno.

    Àqueles que gostam de apreciar o céu noturno, até mesmo, àqueles que praticam a astrofotografia, terão neste final de semana e nos próximos dias, a oportunidade de registrar um fenômeno astronômico bem interessante - a conjunção entre os planetas, Vênus e Júpiter.

Figura mostra como ocorre a conjunção entre os planetas Vênus e Júpiter e, porque este fenômeno é uma ilusão de ótica. Notem que, vistos por um observador da Terra, temos a impressão de que eles estão se aproximando entre si. Porém, isto é dado pela posição dos planetas em suas órbitas em torno do Sol e, a relação destes, com a posição da Terra. No canto inferior esquerdo da imagem, temos uma imagem do software Stellarium, que simula a posição dos planetas no céu. Crédito: Apolo11.com

   A conjunção é um termo astronômico  que significa, a máxima aproximação entre dois objetos. Desta forma, para aqueles que olharem após o pôr do Sol, próximo do horizonte, à Oeste, notarão duas "estrelas" brilhantes no céu, e para quem acompanha o céu noturno, atentamente, verificará que estas duas "estrelas" estão mudando suas posições, uma em relação à outra, e na ocasião, estão se aproximando entre si. Na realidade trata-se de dois planetas - Vênus e Júpiter, e não estrelas.

     E, é muito fácil identificá-los no céu, Vênus estará altamente brilhante no céu e será muito fácil reconhecê-lo. Júpiter encontra-se um pouco acima e à direita de Vênus.

    A conjunção planetária, ou seja, o momento em que ambos os planetas irão estar o mais próximo um do outro, ocorrerá no dia 30 de Junho. Neste dia, Júpiter e Vênus aparecerão no céu como um único ponto muito brilhante.  Porém, esta aproximação é uma ilusão de ótica, ou seja, isto não significa que os planetas irão se encontrar ou, que ocorrerá uma colisão entre eles. O que cria essa ilusão de aproximação é a posição atual dos planetas em suas órbitas, que faz com que vistos por um observador aqui da Terra, estes pareçam estar muito próximos entre si.

    Nas figuras abaixo, segue imagens do Software Stellarium, que simula a posição de Vênus e Júpiter nos dias 27 (hoje) e 30 de Junho, quando a máxima conjunção acontece.



Bons céus à todos! Aproveitem as observações.

- Criamos uma página com imagens da conjunção feitas por leitores de diversas cidades. Se tem algum registro, envie-nos. http://oastronomo.blogspot.com.br/p/conjuncao-venus-jupiter.html



Fonte:  Stellarium    

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New Horizons - Novas descobertas: Desde variáveis tipos de terrenos em Plutão à um "Pólo Escuro" em Caronte

These recent images show the discovery of significant surface details on Pluto’s largest moon, Charon.

Estas imagens mostram a recente descoberta de detalhes da superfície significativos sobre a maior lua de Plutão, Caronte. Elas foram tiradas pela New Horizons Long Range Reconnaissance Imager (Lorri) em 18 de junho de 2015. A imagem à esquerda - original, ampliação 4 vezes.
Imagem à direita: depois de aplicar uma técnica chamada deconvolção

Credits: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Southwest Research Institute

     De acordo com a notícia publicada ontem, 22 de Junho, no site da NASA, a equipe de cientistas que coordena a Missão New Horizons descobriu depois de uma série de imagens, realizadas entre os dias 29 de Maio e 19 de Junho, obtidas através do telescópio Long Range Reconnaissance Imager (LORRI), que a sonda New Horizons irá sobrevoar uma região do Hemisfério de Plutão com a maior variedade de tipos de terreno visto até o momento no planeta-anão. Outra descoberta interessante está localizada em um dos pólos de Caronte, satélite natural de Plutão - os cientistas descobriram que Caronte tem um "pólo escuro" - uma região escura e misteriosa que forma uma espécie de tampa anti-polar. 



     Segundo Alan Stern, principal pesquisador da New Horizons, do Instituto de Pesquisa Southwest, em Boulder, Colorado: 
"Este sistema é simplesmente fantástico. [...] A ciência está apenas extasiada com o que veremos na próxima abordagem do hemisfério de Plutão. Cada tipo de terreno que vemos no planeta - incluindo tanto as áreas mais claras e escuras na superfície - são representados lá, é um país das maravilhas!
"E sobre Caronte - wow - Eu não acho que qualquer um esperava que Caronte revelasse um mistério como os terrenos escuros em seu pólo." Continuou ele. " Quem pediu isso?"

     A técnica utilizada para o melhoramento das imagens não processadas  enviadas pela sonda à Terra, chama-se Deconvolução (Deconvolution). O contraste também foi esticado para revelar detalhes adicionais. A Deconvolução pode, ocasionalmente, introduzir "falsas" informações, de modo que os detalhes mais finos nas imagens terão de ser confirmadas por imagens tiradas por uma gama mais estreita nas próximas semanas, para verificar se alguns dos detalhes tentadores vistos nas imagens persistem. A aparência não-esférica de Plutão, não é real, resulta de uma combinação da técnica de processamento de imagem e grandes variações de brilho da superíficie do planeta. 

     Segundo o pesquisador  Jeff Moore, do Centro de Pesquisa Ames da NASA, Mountain View, California:
"A detecção inequívoca de unidades de terreno claras e escuras em ambos, Plutão e Caronte, indica uma grande variedade de paisagens diversas em todo o par. [...] Por exemplo, a franja brilhante que vemos em Plutão pode representar geada depositado a partir de uma calota polar de evaporação, que está agora no sol do verão."
     Para aqueles interessados nas imagens originais, sem tratamento, saibam que o arquivo de imagens está disponível para todos na página LORRI Images from the Pluto Encounter.


Para mais informações e detalhes sobre a Missão New Horizons, acesse o site da NASA

Fonte: NASA

Flare Solar de Média Intensidade

    
Momento exato em que o Sol emite o Flare de classe M6.6 (centro da imagem).

Creditos: NASA/SDO


     O Sol emitiu um Flare de nível médio, com pico em 2:23 p.m. EDT (15:23 BRT) hoje, dia 22 de junho de 2015. O Observatório da Dinâmica Solar, SDO, da NASA, que observa o sol constantemente, capturou uma imagem do evento. Os Flares solares são poderosas rajadas de radiação. Radiação essa que não passa através da atmosfera terrestre com intensidade suficiente para afetar os seres humanos ou animais, no entanto - quando intensa o suficiente - eles podem perturbar a atmosfera na camada onde os sinais de GPS e dados de comunicação trafegam.
     Este Flare é classificado como um  M6.6. Flares de classe M são um décimo do tamanho dos flares mais intensos, as chamas de classe X. O número fornece mais informações sobre a sua força. Um M2 é duas vezes tão intensa como uma M1, um M3 é três vezes mais intensa, e assim sucessivamente.

Atualizações serão fornecidas conforme necessário.

Genna Duberstein

Inverno: a estação mais fria do ano chegou!

    Está na hora de retirar os casacos do armário, pois, hoje, dia 21 de Junho teremos o início do Inverno (Solstício de Junho) no Hemisfério Sul. Estação marcada pelas baixas temperaturas e pelas noites mais longas do ano. 

    Já que o frio está batendo à nossa porta, vamos aproveitar este momento para explicar porque as estações ocorrem. O nosso planeta realiza diversos movimentos, dentre eles, os mais conhecidos e, mencionados na escola, são os movimentos de translação e rotação. A translação é o movimento que a Terra realiza em torno do Sol. Já a rotação é o movimento que a Terra realiza em torno do seu próprio eixo. Este eixo de rotação encontra-se inclinado 23,5° em relação ao plano da órbita da Terra em torno do Sol, cuja linha imaginária chamamos de eclíptica e, é está inclinação do eixo de rotação que é responsável pela variação da Energia solar que atinge as regiões da Terra em determinadas épocas do ano, que dá origem as Quatro Estações do Ano: Primavera, Verão, Outono e Inverno. 
A figura mostra a relação entre a inclinação do eixo da Terra (23,5°) e a incidência dos raios solares. 
Assim como, a localização dos Trópicos e a linha do Equador. 
Imagem retirada do "Centro de Divulgação da Astronomia - USP.



     Uma coincidência, é verão no Hemisfério Sul quando a Terra está no periélio (perto do Sol), e inverno no Hemisfério Sul quando a Terra está no afélio (afastado do Sol), porém, ao contrário do que muitos pensam, isso não determina as Estações do Ano. Uma pergunta bem simples pode ser feita para desmistificar tal equívoco: Por que não é verão no Hemisfério Norte, quando a Terra encontra-se no periélio? Por que não é inverno no Hemisfério Norte quando a Terra encontra-se no afélio? Se o movimento de Translação da Terra realmente ocasionasse as estações do ano, então, tais estações não poderiam ser diferentes em ambos os hemisférios. Embora a órbita da Terra em torno do Sol seja uma elipse, e não um círculo, a distância da Terra ao Sol varia somente 3%, sendo que a Terra está mais próxima do Sol em janeiro. Mas é fácil lembrar que o Hemisfério Norte da Terra também está mais próximo do Sol em janeiro, e é inverno lá. 

     Agora, vamos explicar como mais detalhes como isto ocorre.
Devido à esta inclinação, consequentemente, o Equador (linha imaginária que divide a Terra em dois hemisférios, o hemisfério Sul e o Hemisfério norte) também encontra-se inclinado 23,5° em relação à eclíptica (linha imaginária que representa o caminho aparente do Sol no céu ao longo do ano, devido ao movimento da Terra em torno do Sol) e, portanto, regiões da Terra irão receber com maior ou menor intensidade os raios do Sol, sendo assim, algumas regiões irão aquecer mais do que outras em determinadas épocas do ano. 
Posições do Sol na eclíptica no início de cada estação. Nos equinócios de março e de setembro o Sol se encontra em um dos dois pontos em que a eclíptica corta o equador celeste; nos solstícios de junho e de dezembro o Sol está em um dos dois pontos de máximo afastamento do equador.
 Figura e descrição retirado do livro: Astronomia e Astrofísica.

21 Junho: Sol está na máxima declinação norte, incidindo diretamente na região do Trópico de Câncer na Terra:
▷ α ⊙ = 6 h
▷ δ ⊙ = +23.5 ◦ (N)
▷ o dia mais curto do ano no HS, dia mais longo do ano no HN.
▷ no pólo S, Sol sempre abaixo do horizonte.

     A altura do Sol ao meio-dia no Equador não muda muito ao longo do ano, e a duração do dia claro se mantém sempre a mesma, por isso não existe muita diferença entre inverno, verão, primavera ou outono. À medida que se afasta do Equador, as estações ficam mais acentuadas, e as diferenças tornam-se máximas nos pólos.

    Países localizados nas regiões entre o Trópico de Câncer e o Círculo Polar Artico no Hemisfério Norte (HN) e, países localizados entre o Trópico de Capricórnio e o Círculo Polar Antártico no Hemisfério Sul (HS), apresentam as quatro estações bem definidas, com invernos bem rigorosos. 

     O Brasil, por apresentar a maior parte de seu território na Zona Intertropical, próximo à linha do Equador, não possui as estações bem definidas, variando as temperaturas. Então, o inverno é mais rigoroso nos Estados do Sul do país (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná). Esta região chega a registrar temperaturas negativas, além, da ocorrencia de geada e neve em alguns pontos.

     Hoje, às 04:25h (UTC) o Sol atinge a máxima declinação norte, incidindo diretamente sobre o Trópico de Câncer, temos então, o início do Inverno no Hemisfério Sul, que antecede a primavera (início em 23 de setembro no HS), já no Hemisfério Norte, dá se início ao Verão que antecede o outono (início em 23 de setembro no HN). 


Imagem disponível neste link

A fonte utilizada pode ser obtida no site da UFRGS.

Fonte:  OLIVEIRA FILHO, Kepler de Souza; SARAIVA, Maria de Fátima Oliveira. Astronomia e Astrofísica.  UFRGS. Porto Alegre. p.41-45. 2014.


O Módulo Pousador da Sonda Rosetta, Philae, Acordou!

O módulo de pouso da Rosetta, Philae, acordou depois de sete meses de hibernação na superfície do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. 


Módulo Philae. Imagem simula Philae separando de Sonda Rosetta e descendo para a
 superfície do cometa 67P / Churyumov-Gerasimenko em novembro de 2014. 
Crédito: ESA/ATG medialab.
     Os sinais foram recebidos no Centro de Operações da Agência Espacial Europeia, em Darmstadt, às 22:28 CEST de 13 de junho. Foram analisados mais de 300 pacotes de dados pelas equipes no Centro de Controle de Pouso, no Centro Aeroespacial da Alemanha (DLR).  

     O Dr. Stephan Ulamec, que é gestor do Projeto Philae no DLR, explica: 
"O Philae está muito bem: tem uma temperature de operação de -35ºC e tem 24 Watts disponíveis. [...] O lander está pronto para as operações."
     Durante 85 segundos o Philae ‘falou’ com a sua equipe no chão, através da Rosetta, naquele que foi o seu primeiro contato desde que entrou em hibernação em novembro.  

     Pela análise dos dados de estado tornou-se claro que o Philae deve ter estado acordado antes: 
"Recebemos dados históricos - mas até agora o módulo não tinha sido capaz de nos contactar."
     Agora os cientistas aguardam o próximo contato. Ainda há mais de 8000 pacotes de dados na memória do Philae que irão fornecer à equipe da DLR informações sobre o que aconteceu nos últimos dias no cometa 67P/Churymov-Gerasimenko. 

     O Philae desligou-se em 15 de novembro de 2014 às 1:15 CET depois de ter estado em operações no cometa por cerca de 60 horas. Desde 12 de março de 2015 que a unidade de comunicações no orbitador Rosetta está ligada, à espera de um sinal do módulo.
 
   Para mais informações sobre a sonda Rosetta e seu módulo de pouso, Philae, acesse a página da ESA através deste link

Fonte: ESA

Hubble Descobre Camada de "Protetor Solar" em Planeta Distante

    Telescópio Espacial Hubble, da NASA, detectou uma estratosfera em um enorme exoplaneta praticamente em chamas, conhecido como WASP-33b.


A estratosfera do Wasp-33b foi detectada através da medição da queda de luminosidade quando o planeta transitou sua estrela (superior). Com estratosfera, a temperatura continua elevada em altas altitudes (direita) e sem a estratosfera a temperatura decai mais rapidamente conforme aumentamos a altitude(esquerda). NASA/Goddard


      A detecção aconteceu por meio da observação da diminuição da luz da estrela quando do trânsito do exoplaneta WASP-33b, o que revelou sua estratosfera. Uma concepção pode ser visualizada no vídeo a seguir.



    As temperaturas em baixas regiões da  estratosfera são menores do que as temperaturas em altas altitudes, fenômeno chamado de inversão térmica. No caso da Terra, a estratosfera fica acima da troposfera (que vai desde o solo até a altura de quase todas as nuvens ~12 km). Na troposfera, a temperatura é maior quanto menor for a altitude, sendo que a temperatura diminui gradualmente com o aumento da altitude. No caso da estratosfera (desde 12 km até 50 km), ocorre o inverso. Nesta camada, a inversão de temperatura ocorre porque o ozônio, que está mais alto, absorve grande parte da radiação ultravioleta do Sol, aquecendo-a. Isso impede que a radiação chegue à superfície e prejudique a biosfera. Em nosso Sistema Solar, a inversão térmica é observada em vários planetas, como Saturno e Júpiter, mas as causas desse fenômeno é outra: a presença de hidrocarbonetos. Como se sabe, alguns exoplanetas possuem altas temperaturas, onde nem ozônio nem hidrocarbonetos poderiam sobreviver e criar essa camada atmosférica. Isto leva a um grande debate sobre a existência ou não de estratosferas em exoplanetas.

     "Alguns desses planetas são tão quentes em suas atmosferas superiores, que eles estão essencialmente fervendo no espaço", disse Avi Mandell, um cientista planetário do Centro Espacial Goddard,  da NASA em Greenbelt, Maryland, e um co-autor do estudo. "A estas temperaturas, nós não esperávemos encontrar uma atmosfera com moléculas que podem resultar em camadas atmosféricas múltiplas."

     Mas, usando o Hubble, pesquisadores deram mais "gás" a esse debate. Pois durante um trânsito do exoplaneta WASP-33b, que possui 4 vezes e meia o tamanho de Júpiter, foi possível detectar sua estratosfera e também qual tipo de molécula causa essa inversão: Óxido de Titânio, que é um forte absorvedor de radiação visível e ultravioleta e capaz de permanecer em forma gasosa nas altas temperaturas.

     "Essas duas evidências juntas formam um caso muito convincente de que detectamos uma estratosfera em um exoplaneta" disse Haynes Korey, autor principal do estudo.

     Os dados analisados foram obtidos com a Wide Field Camera 3, que consegue capturar imagens em uma ampla faixa do espectro eletromagnético, desde o infravermelho até o ultravioleta. Por meio da analise do espectro, os pesquisadores conseguem detectar a presença de aguá e qualquer outro gás presente na atmosfera de um planeta distante e determinar sua temperatura.

    "Compreender as ligações entre a estratosfera e sua composição química é fundamental para o estudo dos processos atmosféricos em exoplanetas", disse o co-autor Nikku Madhusudhan, da Universidade de Cambridge, Reino Unido. "Nossa descoberta marca um avanço importante nessa direção".



Fonte: NASA/Goddard 

Hubble Encontra Galáxia Solitária Perdida no Espaço

Galáxia NGC 6503. 


A maioria das galáxias estão grandes aglomeradas ou em pequenos grupos, o que torna essa descoberta uma exceção particularmente interessante. Imagem: NASA/ESA


    Obtida pelo Telescópio Espacial Hubble, a imagem magnífica acima é de NGC 6503, uma galáxia que se localiza  na borda de uma região conhecida como o Vazio Local.

     NGC 6503 está a 18 milhões de anos-luz de distância. Embora esta seja uma distância alucinante pelos nossos padrões diários, é excepcionalmente pequena em uma escala cósmica. Na verdade, é uma das galáxias mais próximas que não faz parte do Grupo Local. Com 30.000 anos-luz de diâmetro, é um terço do tamanho da nossa galáxia, mas muito maior do que a maioria das galáxias mais próximas a nós.

     O Vazio Local é uma área de 150 milhões de anos-luz em toda sem galáxias dentro dele-um espaço imenso. Um intrigante vazio pelos padrões do universo próximo, vazio que afeta muito a Via Láctea. Assim como grandes concentrações de galáxias que exercem atração gravitacional sobre galáxias ao longo de um grande distância, a ausência de galáxias em uma direção quebra esse equilíbrio de forcas e a galaxia acaba sendo empurrada para esse espaço vazio.

     Este efeito faz presença NGC 6503 de à beira do vazio ainda mais interessante, pois também devem ser afastados. Apelidado de "Galáxia Perdida no Espaço", de Stephen James O'Meara em um livro sobre as belezas pouco conhecidas por astrônomos amadores, NGC 6503 foi incluída em um estudo intensivo na faixa do Ultra Violeta que revela a estrutura das galáxias próximas.

     O documento concluiu que NGC 6503 tem um "buraco negro faminto" em seu núcleo, que é privado de gás para mantê-lo ativo. O estudo incluiu também vídeos que mostram NGC 6053 e seu lugar no espaço e a sua beleza em grande detalhe. Você pode vê-los logo abaixo.



Créditos: NASA/ESA



Créditos: NASA/ESA



Veículo da Nasa detecta vidro em crateras de Marte


Os resíduos teriam se formado por causa de um violento impacto, provavelmente de algum asteróide, e podem dar pistas que podem levar à descoberta de vida no planeta.
Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) detectou depósitos de vidro dentro de crateras de impacto em Marte. Embora formado no calor escaldante de um impacto violento, tais depósitos pode fornecer uma delicada janela sobre a possibilidade de vida passada no planeta vermelho.

Durante os últimos anos, a pesquisa mostrou evidências sobre a vida passada que foi preservado em vidro causado por impacto aqui na Terra. Um estudo de 2014 conduzido pelo cientista Peter Schultz, da Universidade Brown, em Providence, Rhode Island, encontrou moléculas orgânicas e matéria vegetal enterrada no vidro formada por um impacto que ocorreu há milhões de anos na Argentina. Schultz sugeriu que processos semelhantes podem preservar sinais de vida em Marte, se eles estavam presentes no momento do impacto.

Os pesquisadores Fellow Brown Kevin Cannon e Jack Mustard, baseando-se na pesquisa anterior, detalham os seus dados sobre o vidro de impacto marciano em um relatório, agora, na revista online Geology.

"O trabalho feito por Pete e outros mostraram-nos que os vidros são potencialmente importantes para a preservação de bioassinaturas”,disse Cannon. "Sabendo que, queríamos ir procurá-los em Marte e é isso que nós fizemos aqui. Antes deste trabalho, ninguém tinha sido capaz de detectá-los definitivamente na superfície. "

Cannon e Mustard mostraram que grandes depósitos de vidro estão presentes em várias crateras antigas, mas bem preservadas, em Marte. Escolher os depósitos vítreos não foi tarefa fácil. Para identificar minerais e tipos de rocha remotamente, os cientistas mediram o espectro de luz refletido da superfície do planeta. Mas vidro de impacto não tem um sinal espectral particularmente forte.
Ou seja, eles não conseguiam saber, com certeza, do que se tratava o material de cor verde que pode ser visto na foto acima.

Cannon resolveu fazer um teste em laboratório: misturou diversos tipos de poeiras com composição parecida com as das rochas e do solo de Marte e os colocou em um forno para que o vidro fosse formado. A partir daí, mediu o sinal espectral do vidro, para saber como ele refletiria. Usando um algoritmo, Mustard capturou sinais semelhantes enviados pelo sistema do veículo da Nasa que tirou as fotos. A tecnica localizou os depósitos em vários picos centrais cratera marciana, os montes escarpados que formam frequentemente no centro de uma cratera durante um grande impacto. O fato de os depósitos serem encontrados em picos centrais é um bom indicador de que eles têm uma origem de impacto.

Sabendo que o vidro de impacto pode preservar sinais antigos de vida - e agora sabendo que tais depósitos existiem na superfície marciana agora - abre uma potencial nova estratégia na busca de vida marciana antiga.


"A análise dos pesquisadores sugere que os depósitos de vidro são características de impacto relativamente comuns em Marte", disse Jim Green, diretor da divisão de ciência planetária da NASA na sede da agência em Washington.


Uma das crateras contendo vidro, chamado Hargraves, está perto do vale Nili Fossae, uma depressão de 400 milhas de comprimento (cerca de 650 km de comprimento) que se estende através da superfície marciana.
A região onde o vidro foi encontrado é uma das áreas onde a Nasa pretende pousar em 2020, em uma missão para coletar amostras de solo e de rochas.

O Nili Fossae já é de interesse científico, porque a crosta na região remontam para quando Marte era um planeta muito mais úmido. A região também é abundante com o que parecem ser fraturas hidrotermais antigas, aberturas quentes que poderia ter fornecido energia para a vida a prosperar sob a superfície.

MRO vem examinando Marte com CRISM (Compact Reconnaissance Imaging Spectrometer for Mars) e cinco outros instrumentos desde 2006.

"Esta nova detecção significativa de vidro de impacto mostra como podemos continuar a aprender com as observações em curso nesta missão de longa duração", disse Richard Zurek, cientista do projecto MRO no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL), em Pasadena, Califórnia.

Imagem obtida na galeria do site da NASA, acesse através deste link.

Para mais informações, acesse NASA 
Fonte: NASA
 



 



Vênus atingirá sua máxima elongação oriental

     Hoje (06/06), Vênus - Segundo planeta à partir do Sol atingirá sua máxima elongação oriental. Para você, leitor, que deseja realizar observações do céu noturno, o fenômeno marca a noite deste sábado. Desta forma, ele estará mais brilhante oferecendo boas condições de visibilidade. Vênus poderá ser visto no céu logo depois do pôr-do-Sol. 

Imagem obtida com o uso do Software: Stellarium.

     Antes de continuarmos, vamos definir o que é elongação  em Astronomia.
elongação (e): distância angular do planeta ao Sol, vista da Terra.

     Planetas inferiores: Mercúrio e Vênus. Têm  órbitas menores do que a órbita da Terra. Os dois planetas estão sempre muito próximos do Sol, alcançando o máximo afastamento angular em relação ao Sol de 28°, no caso de Mercúrio, e 48°, no caso de Vênus. Por essa razão, eles só são visíveis ao anoitecer, logo após o pôr-do-sol (astro vespertino), ou ao amanhecer, logo antes do nascer do Sol (astro matutino).

  • Máxima elongação: a distância angular entre o planeta e o Sol  é máxima, e vale 28° no caso de Mercúrio, e 48° no caso de Vênus.

  • Na máxima elongação ocidental, o planeta está a oeste do Sol (nasce e se põe antes do Sol) e, portanto, é visível ao amanhecer, no lado leste.

  • Na máxima elongação oriental, o planeta está a leste do Sol (nasce e se põe depois do Sol) e é visível ao anoitecer, no lado oeste. 
     Já Planetas superiores: Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Têm  órbitas maiores do que a da Terra. Podem estar a qualquer distância angular do Sol, podendo ser observados no meio da noite.

     Segundo dados disponíveis na página da USP, a elongação de Vênus estará em 45°20' Leste.
  • Vênus - Elongação Leste
delta=22°15' - alfa= 8h16.6m - elongação= 45°20' Leste 
Fase=-50% - Distância= 0.707UA - diâmetro=23.6"

     Estes valores são obtidos em função da órbita elíptica dos planetas. Se a elongação for nula (e=0), diz-se que o planeta está em conjunção com o Sol, ou seja, está na mesma direção do Sol, e mais longe da Terra do que o Sol;
No caso em que a elongação é (e=180°), dizemos que o planeta está em oposição, desta forma, o planeta está no céu durante toda a noite;
E também (e=90°), que é denominada quadratura. Desta forma, o planeta está 6h a leste do Sol (quadratura oriental) ou a oeste do Sol (quadratura ocidental).

     Bom, esta é a dica de hoje. Aproveitem a observação, seja ela realizada a olho nú ou, fazendo uso de telescópios. Neste caso, quem quiser pode aproveitar o momento para a astrofotografia.

     Não se esqueçam, ainda este mês teremos outro fenômeno, conhecido como Solstício de Junho, que marca o início do verão no hemisfério norte (HN) e o início do inverno no hemisfério sul (HS). Logo mais, falaremos sobre ele.

REFERÊNCIAS: OLIVEIRA FILHO, Kepler de Souza; SARAIVA, Maria de Fátima Oliveira. Astronomia e Astrofísica. UFRGS. Porto Alegre. 2014.
(Este livro pode ser obtido no site da UFRGS)

FONTE: USP

LightSail - A Tecnologia do Vento Solar



     A Sociedade Planetária, organização sem fins lucrativos, lançou ao espaço no dia 20 de Maio de 2015 a Sonda LightSail, destinada a testar tecnologias relativas aos Ventos Solares. A sonda possui um formato retangular e não é muito maior que uma garrafa de bebida, mas sua vela, em formato de pipa (dessas que a criançada brinca), se estende à 32 metros quadrados e tem por finalidade apenas colher dados sobre como as partículas carregadas emitidas pelo Sol interagem com a vela da sonda. Após abrir suas velas, a sonda deve ter no máximo 10 dias de "vida espacial", já que a sua altitude não é o suficiente para impedir que o arrasto atmosférico traga a sonda para casa novamente.




     Mas o que os controladores não imaginavam era que a sonda ficaria sem comunicação logo no segundo dia de missão. No dia 22 de Maio, a sonda apagou por algum problema técnico e após inúmeras tentativas de contato sem sucesso, os responsáveis pela missão esperavam quase que um milagre. Esperavam que alguma partícula se chocasse em alta velocidade contra a engrenagem do pequeno satélite para que voltasse a funcionar, na base do tranco. E não é que foi exatamente isso que aconteceu? Após 11 dias de silêncio absoluto, a sonda voltou a se comunicar com a Terra e poderá então dar continuidade à missão. 



Os membros da equipe Alex Diaz (esquerda) e Riki Munakata (direita) preparando a sonda para os testes.
Créditos imagem: sail.planetary.org

     No entanto, as comunicações entre LightSail e o base permanecem irregulares, pois uma tentativa de fazer upload da correção para o software problemático falhou, e os engenheiros não tentarão novamente, disse um dos representantes da Sociedade Planetária. Em vez disso, eles pretendem abrir a vela do satélite na terça-feira (03/06), se possível. (O plano original para executar essa manobra era de 28 dias após o lançamento).


Fontes: SPACE.com ; sail.planetary.org